sábado, 2 de maio de 2009

Veja dicas sobre o uso do computador no ambiente de trabalho.

Hoje nós vamos falar sobre o uso do computador no ambiente de trabalho. Será que o patrão pode demitir um funcionário pelo mal uso da internet, por exemplo?

Não importa o tamanho da empresa ou a quantidade de funcionários, todos os locais de trabalho têm regras mínimas de comportamento para garantir além da ordem do ambiente, a segurança dos funcionários e das próprias instituições. A internet e o mundo virtual fazem parte disso.

“A rede é um ambiente de uso comum, para uso da empresa inteira. O funcionário pode ser demitido, assim como se ele infringir qualquer um dos regulamentos da empresa. Assim como se ele fizer um mal uso do telefone, se ele fizer um mal uso do veículo que ele utiliza. Qualquer mal uso das ferramentas, dos recursos da empresa, pode causar demissão”, diz Rosângela Sândalo, consultora empresarial.

O correio eletrônico, uma ferramenta rápida e barata de comunicação pode virar um problema. Assim, evite mensagens desnecessárias. Não use o e-mail para bater papo e não passe adiante as famosas correntes, que podem ser de mal gosto e ainda vir com anexos perigosos.

“Você tem o risco daquela mensagem, daquele arquivo vir com vírus e contaminar o resto da rede”, diz a consultora.

As empresas têm o direito de determinar as páginas e os programas que têm acesso liberado e os que são proibidos. O armazenamento de arquivos como fotos ou música também pode ser limitado, sempre informando aos funcionários que estes controles existem.

“Algumas empresas sequer têm o conhecimento dos regulamentos, sequer adotam boas práticas ou regras mínimas, regras prévias. Isso pode trazer um grande problema porque quando acontecer de um funcionário fazer um acesso indevido ou mesmo praticar um crime usando o acesso corporativo ou ofender alguém ou divulgar conteúdo protegido ou mesmo um conteúdo pornográfico, até pedófilo, a empresa pode ter uma dificuldade em adotar procedimentos e até processos judiciais pela inexistência de regras prévias”, diz Renato Opice Blum, advogado.


Pedofilia, vazamento de informações, atentado ao pudor, calúnia, injúria e difamação, com penas previstas no código penal. Ou seja, além de correr o risco de uma demissão por justa causa, o funcionário também pode acabar preso.


“Se a empresa tolerava determinado comportamento, ela vai ter um grau de responsabilidade. Então hoje, eu diria que a palavra de ordem quando nós falamos no uso destas tecnologias é impedir e não deixar, não tolerar comportamentos ilícitos, senão isto pode se voltar no futuro contra a própria empresa”, diz o advogado.


Nesta empresa de tecnologia de informação de São Paulo, os dados dos clientes não podem correr nenhum risco. “Nós temos certificações que garantem que a nossa empresa não vaza nenhum dado dentro das nossas instalações”, diz Luiz Hirayana, vice-presidente.


Para que os funcionários pudessem acessar a internet sem comprometer a segurança da rede de computadores, foi criado um espaço onde todos podem navegar tranquilamente.


Na sala de descompressão, os computadores não estão conectados ao sistema da empresa. “O acesso é livre com exceção de alguns sites não convenientes a qualquer empresa. Nós não temos nada que exigimos ficar 10 ou 15 minutos. É totalmente liberado. É a consciência de cada empregado”, diz o vice-presidente da empresa.


“É uma maneira de você poder colocar em dia as suas necessidades, 5 ou 10 minutos de uso particular”, diz Celso Forgas, gerente de vendas.


A consultora empresarial, Rosângela Sândalo, informou que não é feio de forma nenhuma usar o seu tempo depois do expediente para uso particular. “Desde que a empresa permita, desde que não haja nenhuma restrição a respeito e desde que você seja consciente o suficiente para saber aquilo que você está acessando e aquilo que você está provavelmente colocando para dentro da rede da empresa.”


Agora, até por uma questão de boa educação, evite abrir aqueles filminhos engraçados e com música. “O funcionário não foi avisado que havia um controle do sistema. Ele poderia eventualmente ter presumido que o acesso a aquele sistema poderia gerar um monitoramento. Se a resposta for positiva, então ele não vai ter do que reclamar”, diz o advogado.


Pelo contrário, os funcionários compreendem o controle da internet. “A empresa protege a ela própria e também ao funcionário porque evita que você fique navegando por sites que não são muito adequados a um ambiente de trabalho”, diz Ubiratan Medeiros, gerente comercial.


“Se o funcionário tem dúvidas de como ele deve usar aquele recurso, se ele pode ou não usar um comunicador instantâneo, se pode ou não acessar determinados sites, que ele consulte a sua empresa, a sua corporação a sua companhia sobre a possibilidade dele exercer ou fazer determinado ato. Acho que esta é a regra de ouro até para o conforto do próprio usuário”, diz o advogado.

Material extraído do Portal G1 da Globo.com, no dia 01 de maio de 2009. para ter acesso ao conteúdo : http://g1.globo.com/jornalhoje

Tratamento personalizado

Quais ações de relacionamento com clientes podem ser realizadas por uma pequena empresa? Ricardo Alburquerque

Todos os tipos de empresa,sejam elas de grande ou pequeno porte,podem investir em ações de relacionamento com os clientes.O importante é conhecê-los e realizar ofertas diferenciadas com objetivo de desenvolver um relacionamento de longo prazo.Para conseguir esse resultado,sua empresa deve avaliar:

Canais de Atendimento - Como está a qualidade do atendimento presencial?E o telefonico? se o seu cliente fizer um contato e não conseguir ser atendido de foma satisfatória,nenhuma de suas ações de relacionamento obterá resultado.

Informações sobre o cliente - Quais dados você tem sobre os clientes? O endereço e telefone para contato e o histórico de compras são informações básicas para qualquer ação de relacionamento.Procure,sempre que possível enriquecer o seu banco de dado com informações sobre preferência dos compradores,como time de futebol,hábito de viagens,entre outras.

Segmentação - A partir das informações sobre os clientes,tente agrupá-los de acordo com características comuns.Por exemplo,você pode juntar todos aquele que compram determinado produto e planejar uma oferta exclusiva.

Ofertas diferenciadas - Como você define os benefícios diferenciados a partir das informações sobre as preferências de seus clientes?É importante oferecer atrativos que sejam relevantes para cada grupo atendido pela sua empresa.Um exemplo é oferecer ingressos para a final de um jogo de futebol do time de preferência de determinado grupo.

O resultado dessas ações será um clientes fidelizado.Alguém que dificilmente comprará do seu concorrente para que sua estratégia de relacionamento surta efeito,é importante que a atualização das informações e o desenvolvimento de novas ofertas sejam atividades diárias.

O Treinamento que rende


A sua empresa já avaliou o retorno dos investimentos realizados em programas de capacitação?A maioria das organizações faz apenas uma avaliação com os colaboradores sobre o curso,conteúdo,material e professor.Contudo,apenas o bom desempenho nesses fatores não garante que a qualificação contibua para a geração de resultados.Aumentar o retorno dos investimentos em progamas de capacitação envolve cuidados como:

Formação de um comitê gestor - É importante que a sua empresa tenha um grupo de trabalho composto por colaboradores não somente de recurso s humanos,mas também por representantes das diversas àreas.Esse grupo discutirá as necessidades de capacitação,validação de conteúdp e estratégias de desenvolvimento de pessoal.

Customização do conteúdo - O formato do curso atende as necessidade identificadas no trabalho do seu colaborador?Alguns problemas comuns são subsídios para programas de capacitação,como retrabalho,número de erros,metas não atingidas e baixa produtividade das equipes.

Recurso didáticos - Os cursos oferecem vídeos,dinâmicas,exercícios e exemplos construídos a partir de situações vivenciadas pelos colaboradores?Quanto mais próximo da realidade, maior a chance de fixação do conteúdo e de miudanças de comportamento.

Projetos de Aplicação - O curso prevê a aplicação prática do conteúdo por meio de um projeto?Os colaboradores devem reconhecer os problemas e desafios enfrentados em sua área e propor ações de melhoria a partir dos conhecimentos adquiidos na qualificação.

Orientação e acompanhamento - Para avaliar como os ensinamentos têm sido aplicados,alguns cursos já oferecem atividades de retorno à sala de aula num período que varia de um três meses.Nesses encontros,também são esclarecidas dúvidas e discutidas as dificuldades encontradas.

Com esses cuidados, a sua empresa conseguirá aproveitar melhor os recursos disponíveis para programas de capacitação,além de gerar resultados que poderão ser mensurados.Assim,todos os recursos aplicados com desenvolvimento de pessoal deixam de ser percebidos como gasto e passam a ser classificados como investimento.

Correio Brasiliense. Brasília, domingo, 26 de abril de 2009.
Para assinantes acesse: http://www.correiobraziliense.com.br/impresso/

VAMOS FALAR E ESCREVER CADA VEZ MELHOR?

Falar e escrever bem ajuda na hora de uma promoção, na hora de arrumar emprego e até para conquistar namorado ou namorada.

O problema muitas vezes aparece na forma de uma simples brincadeira, mas os cientistas que estudam a comunicação entre as pessoas têm bons argumentos para questionar o emprego de termos como "certo" e "errado". Mas o fato é que a sociedade faz uma distinção clara entre ambos. O certo e o errado podem representar a diferença entre ser respeitado ou ridicularizado, parecer culto ou ignorante e, num mundo marcado pelas primeiras impressões. No mundo do trabalho, falar bem e escrever corretamente são os requisitos cada vez mais importantes para conseguir os melhores empregos.

• "Para os cargos mais baixos, esse fator não é levado muito em conta na hora da contratação".

" Já para os níveis médios e altos, como gerência e diretoria, e mesmo nas vagas de trainee de empresas de grande porte, o português conta muitos pontos".

Além de dar uma idéia da origem do candidato, de sua familiaridade com o estudo e a leitura e de sua preocupação com a qualidade do que faz, em tempos de internet o bom português dos empregados ganhou novo valor.

"Grande parte da comunicação com o mercado, que antes era feita por telefone, hoje se dá por e- mail", exigindo mais cuidados. Dominar a língua traz outra vantagem. Transforma a pessoa numa espécie de consultor dos colegas de trabalho para as constantes dúvidas de português que vão surgindo na redação de cartas, projetos e apresentações. Falar e escrever sem erros é só um dos aspectos da língua portuguesa que as empresas valorizam. Elas querem também que seus funcionários saibam se expressar de forma simples e clara.


Atingir tal nível de competência no uso da língua não é tarefa simples que se ensine rapidamente ou por meio de regras fáceis de decorar. Falar e escrever bem são resultado de uma dedicação. Pode levar anos ou uma vida inteira. Mas existem algumas dicas que ajudam quem ainda não chegou lá. A principal é não se deixar intimidar pela chamada norma culta, que serve de referência para definir o certo e o errado. As pessoas imaginam que a língua é fruto de um congresso de sábios , que definiu como se deve falar e escrever. A língua se constrói conforme o uso e o que é considerado certo hoje, amanhã pode virar errado, e vice- versa.


Os especialistas afirmam também que ridicularizar ou corrigir demais pode acabar gerando novos erros. A preocupação excessiva em falar difícil para parecer mais culto também está na origem dos erros que viram moda. Corrigir as pessoas que falam errado pode ser uma atitude positiva, recomendada no caso de filhos, pessoas queridas ou subordinados que precisam comunicar-se corretamente. Mas há quem corrija não para melhorar o outro, mas porque gosta de se ver num patamar acima, em condição de superioridade. Tomar cuidado para não se transformar em alguém assim é também uma lição de bom português.


A verdade é que as pessoas finalmente perceberam que precisam dominar a norma culta do idioma. Quem não consegue articular pensamentos com clareza e correção tem um grande entrave à ascensão na carreira. As angústias dos brasileiros em relação ao português são de duas ordens. Para uma parte da população, a que não teve acesso a uma boa escola e, mesmo assim, conseguiu galgar posições, o problema é sobretudo com a gramática. Para o segmento que teve a oportunidade de estudar em bons colégios, a principal dificuldade é com a clareza. É para satisfazer principalmente a essa demanda que um novo tipo de profissional surgiu: o professor de português especializado em adestrar funcionários de uma empresa.

A dificuldade do brasileiro em falar e escrever de forma a se fazer entender não é apenas conseqüência da tradição bacharelesca. Há outros fatores. Para começar, lê-se pouco no Brasil.

A Câmara Brasileira do Livro divulgou um estudo que mostra que, na verdade, os brasileiros lêem em média apenas 1, 2 livros por ano. Não cultivar a leitura é um desastre para quem deseja expressar-se bem. Ela é condição essencial para melhorar a linguagem oral e escrita. Quem lê interioriza as regras gramaticais básicas e aprende a organizar o pensamento.

A julgar pela máxima do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein - "os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento", os brasileiros que tentam melhorar seu português estão também aprendendo a pensar melhor.

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Autora do Artigo:
Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.

Site: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2135 – Acesso em 24 de abril de 2009, às 17 horas e 21 minutos.

UM BOM TEXTO

O que é um bom texto para você? Uma página, duas, três com começo, meio e fim? Pode ser, mas obrigatoriamente tem de transmitir com clareza uma mensagem entendida pelo autor e pelos leitores, pois se apenas o autor entender, não há comunicação.

Para transmitir o que se quer dizer, a mensagem, o texto precisa de qualidades tais como clareza, argumentação bem-definida, fatos ou dados ilustrativos do assunto e novas idéias, novas opiniões sobre o tema. Tudo com clareza gramatical e estilo.

É difícil, pois um texto envolve processos mentais, é preciso saber sobre o que se escreve e que se está escrevendo não para si mesmo, mas para outro. Por isso a lógica é fundamental.

Sabemos que nem sempre o pensamento segue um encadeamento lógico. Pensamos e desenvolvemos raciocínios muitas vezes por livre associação, passamos de um assunto para outro com uma facilidade muito grande. E quem nos lê não pode acompanhar nosso pensamento.

Além do que, nem sempre o leitor vai concordar com o que pensamos e dizemos, com o que concluímos.

Para sermos mais bem-entendidos, nosso texto tem de ter introdução, onde apresentamos o assunto, desenvolvimento, onde, como o nome diz, o texto é desenvolvido, com prós e contras e uma conclusão, a qual “fecha” nossa introdução.

Um bom exercício para escrever com coerência é ler, ler, ler. Sobretudo observar a estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão de alguns autores e mentalmente refazer aquele caminho.

Dados sobre a Autora do Artigo:

Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.

Site: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2129 – Acesso em 24 de abril de 2009, às 17 horas e 40 minutos.

Língua Portuguesa na Internet

Maria Rita Quintela

A língua é uma entidade viva, dinâmica. É o código utilizado pelo indivíduo para se comunicar com seus semelhantes, trocar informações, difundir suas idéias e conceitos. Cada povo tem a sua língua, seu modo de falar. Cada segmento de nossa sociedade, assim como cada indivíduo, tem a sua forma de se expressar.

A Internet, a maior rede de comunicação e informação criada pelo homem, também criou sua variante da língua, uma variante no português decorrente no uso da informática, por meio da Internet. Diariamente. milhares de pessoas se conectam à grande rede. Cada vez mais pessoas estão acessando as chamadas "salas" de "bate-papo" e aprendendo o "internetês"; o linguajar dos "internautas".

Essa variante realmente existe, algumas questões que se nos apresentam: estaria essa língua do mundo virtual prestes a invadir de vez o mundo real e influenciar o modo de falar de pessoas que sequer se sentaram à frente de um microcomputador? Poderia esse tipo de linguagem acarretar a modificação da norma culta de nosso idioma? Estaríamos a caminho da perda da nossa identidade lingüística por causa da Internet?

Em primeiro lugar, a língua utilizada pelos internautas, salvo algumas exceções, não teria uma utilidade prática no mundo real. A abreviação de certas palavras talvez seja adotada futuramente, em virtude da evolução da língua escrita e da constante busca de agilidade no processo de comunicação pela língua escrita. Quanto ao uso das expressões típicas do mundo virtual, creio que elas devam ficar restritas ao ambiente do ciberespaço. A língua escrita exige certa precisão. A língua escrita dos internautas não tem essa precisão. Trata-se de uma linguagem hermética, utilizada por uma minoria que sabe o que está fazendo e muitos usuários conhecem pouco a língua portuguesa culta.

Muitas vezes, ouvimos algumas pessoas dizerem que estão degenerando a língua portuguesa, que, por causa das gírias, da TV e do modo de falar de muitos, sobretudo dos adolescentes, que estamos perdendo a identidade lingüística. A língua é uma instituição viva, presente no cotidiano de cada um. Ela está em constante transformação. A língua, pois, não se deteriora, não se degenera. Ela se transforma, adquire novos elementos e põe em desuso outros. Esse é um processo normal que faz com que as línguas evoluam e acompanhem as transformações sociais, econômicas e culturais dos povos.

A língua escrita e quase falada dos internautas é mais uma das inúmeras variantes de uso da língua portuguesa - assim como da inglesa, da francesa. Não há dúvida de que esse segmento poderia influir nas futuras transformações por que a língua irá passar nos próximos anos. Mas isso não significa deterioração, mas, sim, evolução do idioma.

Dados sobre a Autora do Artigo:

Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.

Site: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2129 – Acesso em 24 de abril de 2009, às 17 horas e 30 minutos.

PRINCIPAIS PROBLEMAS DA REDAÇÃO EMPRESARIAL

Maria Rita Quintela - 19/07/2006


Na empresa, a escrita é coletiva, isto é, você não escreve em seu próprio nome, mas em nome da companhia para a qual trabalha. Por isso, deve pensar não em "eu", mas em "nós". Mesmo na comunicação interna, você deve considerar que se trata da empresa interagindo verbalmente com seus funcionários.

Apenas alguns relatórios ou notas serão assinados por você correspondendo a um compromisso pessoal, mas a maioria dos documentos diz respeito à empresa e exigem que você respeite os posicionamentos da companhia diante dos fatos relativos à correspondência, porque você está transmitindo uma mensagem no lugar de outrem - , sua empregadora.

Isso exige de você um esforço duplo: ao mesmo tempo em que você precisa apropriar-se da mensagem, colocando-se no lugar do locutor real, você não pode se esquecer do interlocutor, da outra empresa, preocupando-se com o modo como ela pensa, a forma como ela vai reagir ao conteúdo do texto produzido por você e enviado por sua empresa.

É preciso lembrar ainda que o texto empresarial não reflete apenas o trabalho de quem o redigiu, ele reflete toda a empresa. É por isso que uma carta mal escrita, rasurada, mal formatada, sem clareza nem correção, por exemplo, representa uma empresa pouco confiável. Daí a importância de você se preocupar com a clareza, concisão e correção ao redigir em nome de sua empresa, a fim de evitar uma imagem negativa dela.


Mitos e verdades sobre redação empresarial


MITO: Você deve usar linguagem formal erudita.

VERDADE: Você deve usar linguagem formal, mas simples.

MITO: Você deve apresentar todas as informações.

VERDADE: Você deve apresentar apenas as informações pertinentes.

MITO: As pessoas querem ler seu documento.

VERDADE: as pessoas prefeririam fazer outra coisa.

DICAS



· Você deve usar linguagem simples.

· Os textos que circulam no meio empresarial, normalmente, têm uma função prática; eles não são construídos para comover o leitor, nem para distraí-lo, mas para informá-lo a respeito de um tema específico. Por isso, use uma linguagem formal, correta do ponto de vista gramatical, mas direta, recorrendo a palavras do dia-a-dia, que facilitam da compreensão do leitor.

· Você deve apresentar apenas as informações pertinentes.

Um texto longo, cheio de detalhes, desvia a atenção do leitor dos pontos mais importantes e não atinge seu real objetivo. Tenha em mente o que pretende com o documento e atenha-se às informações pertinentes a seus objetivos.

· As pessoas prefeririam fazer outra coisa:

A vida empresarial exige muito de todos os envolvidos nela. Em função disso, não sobra muito tempo para leituras extensas. Além disso, o leitor de um documento que circula na área empresarial nem sempre conhece o autor do texto e pouco interesse tem no texto; lê porque precisa ler, não porque quer. A leitura de uma correspondência obriga o leitor a interromper seu trabalho. Se ela não for direto ao assunto, o leitor a arquiva ou a descarta. Por isso, não se estenda e seja direto.


SEIS ESTRATÉGIAS PARA CHAMAR A ATENÇÃO DO LEITOR


1. Apresente o ponto principal no início. Assim, o objetivo do documento fica claro desde o princípio;

2. Utilize subtítulos descritivos, eles orientam a leitura do documento;

3. Seja claro, a falta de clareza compromete a compreensão de seu texto;

4. Escreva com frases curtas, elas são fáceis de processar;

5. Empregue palavras simples, elas são facilmente compreendidas;

6. Utilize uma diagramação “arejada”, ela valoriza o seu texto.


Dados sobre a Autora:


Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.

Fonte:

http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2145 – Acesso em 24 de abril de 2009, às 17 horas.