quarta-feira, 22 de abril de 2009

Donas do Poder

Com otimismo, investimentos na qualificação e muita dedicação, elas ganham cada vez mais espaço numa área que - Alguém ainda se Lembra? Um dia já foi de domínio exclusivo dos homens: O empreendedorismo. O que une essas mulheres não é a estabilidade, tampoucoa data comemorativa. Elas têm trajetórias muito particulares, mas em todas se encontra uma característica comum: Alcançar o sucesso por esforço próprio. Seas estatísticas no dia Internacional das Mulheres ainda insistem em apontar que elas contam com menor participação no mercado de trabalho e renda inferior a dos homens, Cristiane Sterpark, Maria Lpucia Sousa Morais Loureiro, fogem aos números e fazem questão de mostrar como o empreendedorismo pode ser o caminho de negócios bem-sucedidose valorizados pelo mercado. As histórias de sucesso compartilham outro aspecto: as dificuldades sugiram desdeo início da carreira, mas foram bravamente superadas ao longo do tempo, graças ao investimento na formação profissional. Os avós maternos de Cristiane Strpark vieram fugidos da Ucrância para o Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial, para se salvar da perseguição nazista. Desde cedo, o passado brasiliense de 27 anos se encarregava de anunciar que a vida não seria lá muito fácil. E como a condição financeira dos pais não era boa, em consequência da situação dos avós, o ingresso no mercado de trabalho não podia ser adiando. Aos 15 anos, quatro anos depois de perder o pai, Cristiane batalhava para permanecer no curso técnico de informática industrial, da Escola Técnica de Brasília (ETB). "Era muito difícil o curso. Tirava notas ruins. Pensava em desistir, mas não podia. Era gratuito e aquilo era minha única oportunidade de capacitação", relembra. Visão empreendedora que, desde cedo, a ajudou a superar as dificuldades. E graças a aposta na formação, ela consguiu o primeiro estágio. "Mas muitas empresas na área de TI (Tecnologia da Informação) não deixavam mulheres fazer as provas de seleção. Uma das empresas chegou a me fazer uma proposta. Recusei. Se faziam isso na seleção, imagina no dia a dia", afirma. Apesar de ser menor de idade, na época, e ter dificuldades na hora da contratação por não ser graduada, ela conseguiu emprego em várias empresas e órgãos, como ATTPS Informática e a Politec, onde se especializou em desenvolvimento de softwares. Com a valorização do trablho, estampada nas boas remurerações, conseguiu pagar a faculdade. E, hoje, é dona da Arqueiros, empresa de consultoria em TI. "Queria ser independente e ter o próprio negócio. Graças a minha experiência, procuro ter um bom relacionamento com os funcionários e ajudá-los em suas formações", conta. Para a Adrianne Rocha, gestora do prêmio de Sebrae Mulheres de Negócios do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal, a necessidade é a principal motivadora que leva grande parte das mulheres, assim como Cristiane, a empreender, seja devido a falta de emprego ou para ajudar na complementação da renda. "É claro que há aquelas que empreendem para realizar um sonho. Resultado é que o índice de mulheres empreendedoras chega quase a 50% do total de empreendedores nacionais", compara a gestora. E, de acordo com Adrianne Rocha, ao contrário do que muitos acreditam, as mulheres têm se infiltrado nos mais vanriados segmentos, do comércio e serviços aos negócios. "Muito além da necessidade de pessoal, é uma necessidade de mercado, que exige pessoas qualificadas, independentemente do gênero, com visão de mercado e competência. E isso elas têm", destaca Mara Dall'Negro, presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais, a BPW de brasília. (...)
Correio Brasiliense. Brasília, domingo, 08 de março de 2009.
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