Donas de casa unem seus talentos pra conquistar independência e espaço no mundo da moda. Com apoio especializado, cooperadas fazem bonito nas passarelas e chegam a ir ao exterior para se atualizar.
Os três ícones básicos do vestuário ganharam companhia. Enquanto no corpo encaixam-se peças P, M ou G, no mercado brasiliense, o I, de inclusão social traça caminho promissor nas máquinas de costura. Mulheres de diferentes pontos da cidade associam-se para, com agulha, linha e tesoura, buscar a independência financeira e resgatar a autoestima. Só a universidade de Brasília (UnB) apoia uma cooperativa com mais de 200 pessoas. O Sebrae do DF, 20 grupos. "Atendemos principalmente donas de casa sem profissão. Em vez de pegar ônibus lotado para fazer faxina, elas ficam em casa trabalhando e acompanhando a formação dos filhos", conta Ângela Terenzi, assessora da Secretaria de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, que repassa recursos para cooperativas de todo o país. Segundo ela, que acompanha o desenvolvimento de 50 associações no DF, 80% das beneficiadas têm uma renda mesal satisfatória. "O valor pode até ser menor do que o dos maridos, mas parece render mais. Elas melhoram para mehorar o resto da família", avalia. Uma transformação social que ainda ganha toque de glamour. São cada vez mais comuns as participações de cooperativas em eventos de moda. "Muitos estilistas, pensando no mercado exterior, buscam o diferencial. Para isso, inserem em suas coleções as características regionais do Brasil, apostando cada vez mais em produções locais", explica Fernando Japiassu, presidente da Associação dos Exportadores de Moda do Distrito Federal. A edição pocket do Capital Fashion Week (CFW), por exemplo que aconteceu de 12 a 14 deste mês, contou com a paticipação do talentos do Brasil e da Bem Me Quero, apoida pela UnB. Profissionais da incubadora Social Solidária do Centro de Apoio do Desenvolvimento Tecnológico da universidade ajudaram no desenvolvimento da coleção exibida na sexta edição do evento. "São três níveis do projeto: formar pessoas para gerir o próprio negócio, dar assessoria em produção, além de fazer a ponte com o mercado", explica Pedro Herique Isaac da Silva, coordenador da área. O talentos do Brasil é uma iniciativa do Minsitério do Dsesenvolvimento Agrário. Mais de 2 mil mulheres de 11 estados e do DF contam com consultorias e recusos financeiros para transformar a biodiversidade em moda. " Os grupos têm autonomia, mas contam com ajuda de especialistas para dar um toque de profissionalização. Com isso, mostramos que agricultores são capazes de criar" destaca Patrícia Mendes, coordenadora nacional do projeto. (...)
Correio Brasiliense. Brasília, domingo, 22 de março de 2009.
Para assinantes acesse: http://www.correiobraziliense.com.br/impresso/
Os três ícones básicos do vestuário ganharam companhia. Enquanto no corpo encaixam-se peças P, M ou G, no mercado brasiliense, o I, de inclusão social traça caminho promissor nas máquinas de costura. Mulheres de diferentes pontos da cidade associam-se para, com agulha, linha e tesoura, buscar a independência financeira e resgatar a autoestima. Só a universidade de Brasília (UnB) apoia uma cooperativa com mais de 200 pessoas. O Sebrae do DF, 20 grupos. "Atendemos principalmente donas de casa sem profissão. Em vez de pegar ônibus lotado para fazer faxina, elas ficam em casa trabalhando e acompanhando a formação dos filhos", conta Ângela Terenzi, assessora da Secretaria de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, que repassa recursos para cooperativas de todo o país. Segundo ela, que acompanha o desenvolvimento de 50 associações no DF, 80% das beneficiadas têm uma renda mesal satisfatória. "O valor pode até ser menor do que o dos maridos, mas parece render mais. Elas melhoram para mehorar o resto da família", avalia. Uma transformação social que ainda ganha toque de glamour. São cada vez mais comuns as participações de cooperativas em eventos de moda. "Muitos estilistas, pensando no mercado exterior, buscam o diferencial. Para isso, inserem em suas coleções as características regionais do Brasil, apostando cada vez mais em produções locais", explica Fernando Japiassu, presidente da Associação dos Exportadores de Moda do Distrito Federal. A edição pocket do Capital Fashion Week (CFW), por exemplo que aconteceu de 12 a 14 deste mês, contou com a paticipação do talentos do Brasil e da Bem Me Quero, apoida pela UnB. Profissionais da incubadora Social Solidária do Centro de Apoio do Desenvolvimento Tecnológico da universidade ajudaram no desenvolvimento da coleção exibida na sexta edição do evento. "São três níveis do projeto: formar pessoas para gerir o próprio negócio, dar assessoria em produção, além de fazer a ponte com o mercado", explica Pedro Herique Isaac da Silva, coordenador da área. O talentos do Brasil é uma iniciativa do Minsitério do Dsesenvolvimento Agrário. Mais de 2 mil mulheres de 11 estados e do DF contam com consultorias e recusos financeiros para transformar a biodiversidade em moda. " Os grupos têm autonomia, mas contam com ajuda de especialistas para dar um toque de profissionalização. Com isso, mostramos que agricultores são capazes de criar" destaca Patrícia Mendes, coordenadora nacional do projeto. (...)
Correio Brasiliense. Brasília, domingo, 22 de março de 2009.
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