quarta-feira, 22 de abril de 2009

Moderação em teste

Apesar do corte no orçamento, Governo autorizou, só em março, o preenchimento de 7.394 vagas em concursos. Para especialistas, número indica que a crise financeira não vai interromper as seleções.
Crise financeira X concurso tornou-se uma questão de gabarito controveso. Para alívio dos estudantes. Ao mesmo tempo em que avisa que tratará o assunto com moderação, o governo federal não para de autorizar novas contrataçõe. Só no mês passado, órgãos do Executivo receberam sinal verde para preencher 7.394 vagas por meio de seleções públicas. Para se ter uma idéia do montante de postos, basta fazer uma comparação com os empregos formais criados em todod o país em fevereiro. Foram 9.179, segundo o cadastro geral de Empregados e Desempregados. Ou seja, um mês depois, o Ministério do Planejamento liberou o equivalente a 80,55% dos postos abertos de norte a sul do Brasil.
E parece que a equipe do Ministro Paulo Bernardo vai manter o ritmo. No último dia 2, autorizou a Aeronáutica a contratar 95 professores, sendo 91 para turmas do ensino básico e quatro para o magistério superior. A estratégia é criticada por Nelson Marconi, professor de economia da Fundação Getulio Vargas. "Se o governo precisa aquecer o setor privado e está com as contas apertadas, não é uma boa solução contratar muita gente para órgãos públicos. Isso parace ter componente eleitoral", critica. Ainda assim, ele acredita que a oferta de vagas no funcionalismo vai continuar. "como o próximo ano é eleitoral", ele (o governo) não pode contratar. Mas acho difícil outra abertura de vagas desse tamanho", avalia. (...)
Correio Brasiliense. Brasília, domingo, 5 de abril de 2009.
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